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Selic a 15%: Vale a pena financiar um imóvel agora ou é melhor esperar?

24/02/2026 - Mercado imobiliário

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A recente decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 15% ao ano colocou muitos compradores de imóveis em um impasse. Com os juros em patamares elevados, o custo do crédito imobiliário permanece alto, o que exige um planejamento financeiro ainda mais rigoroso. Mas será que adiar o sonho da casa própria é sempre a melhor estratégia?
 

O cenário para quem quer comprar agora

 

Financiar um imóvel com a Selic a 15% significa arcar com parcelas mais pesadas e um custo total do financiamento significativamente maior do que em períodos de juros baixos. No entanto, existem pontos que podem favorecer a compra imediata:

  • Poder de negociação: Com o mercado menos aquecido devido aos juros altos, há menos compradores disputando as mesmas unidades. Isso abre margem para negociar descontos agressivos com proprietários e incorporadoras que precisam de liquidez.

  • Valorização do ativo: Esperar os juros caírem pode levar tempo. Nesse intervalo, o preço nominal dos imóveis pode continuar subindo, o que pode anular a economia feita com uma taxa de juros menor no futuro.

  • Portabilidade e Renegociação: Quem financia agora não fica "preso" a essa taxa para sempre. Se a Selic cair daqui a dois ou três anos, o comprador pode solicitar a portabilidade do crédito para outro banco ou renegociar as condições com a instituição atual.


Os riscos de esperar por taxas menores

 

A estratégia de aguardar uma queda na Selic parece óbvia, mas carrega incertezas:

  • Inflação da construção: O custo dos materiais e da mão de obra (INCC) continua impactando o preço final dos lançamentos. Esperar um ano pode significar encontrar o mesmo imóvel muito mais caro.

  • Escassez de crédito barato: Mesmo que a Selic caia, as taxas dos bancos demoram a refletir essa queda integralmente. Além disso, os recursos da caderneta de poupança (SBPE), principal fonte do crédito imobiliário, têm sofrido saques recordes, o que pode tornar o crédito mais escasso e seletivo.


Veredito: O que considerar?

A decisão depende fundamentalmente do seu perfil. Se você possui uma entrada robusta (acima de 30% ou 40%), o impacto dos juros no saldo devedor é menor, tornando a compra agora mais viável. Além disso, se encontrar uma oportunidade de imóvel com preço abaixo do mercado, o ganho na valorização pode compensar o gasto com juros.

Por outro lado, se o seu orçamento está no limite e você depende de um financiamento de longo prazo com entrada mínima, talvez o momento exija cautela. O ideal, nesse caso, é investir o dinheiro da entrada em aplicações de renda fixa (que rendem bem com a Selic a 15%) para aumentar seu capital enquanto monitora o mercado.


Em resumo: Não existe uma resposta única. O "momento certo" é uma combinação entre a oportunidade imobiliária encontrada e a sua capacidade de suportar as parcelas sem comprometer a saúde financeira.

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Sobre o Corretor

Vinicius Sobucki
Advogado | Corretor de Imóveis
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